A NOVA ARAPIRACA

             Magela Pirauá 

Procurador de Justiça aposentado

          Paro a leitura, neste domingo primaveril de sol, do criativo escritor alagoano Carlito LIma, do excelente romance Marina Butterly, quando já me espera A Pretendida de Jorge Tenorio, também romance de autor alagoano, para escrever sobre esta nova cidade que surge viçosa e impetuosa, no agreste alagoano.

         Aqui, na terra de Manoel André, seu fundador, tudo funciona. A cidade se reinventa. Tudo cresce. Adquire vigor e beleza. A cidade se expande. Surgem novos condomínios. Novos loteamentos. Novos espaços públicos.

         O comércio, dinâmico e febril, tudo tem. A feira, tradição de uma urbe desde seus primórdios, é imensa.  Nela, refiro-me a feira, refletindo a alegria do nordestino, tem canto e dança, onde homens já chegados na idade e mulheres afeitas ao trabalho, juntam seus corpos no forró, em plena praça, acompanhando os acordes da sanfona que geme. Emboladores e cantadores do repente fazem o pivô rir e aplaudir.

        Nesta cidade, que tem museu que preserva a história, que tem hospitais que curam as dores físicas, que tem escolas e faculdades, que tem uma Academia de Letras, tem agora, por iniciativa de um prefeito inovador e bom gestor, um moderno   Centro de Convenções. 

        Arapiraca, como sempre, se reinventa. Os seus empresários investem. A cidade não para. Aqui se firmou um excelente centro de distribuição. 

         A iniciativa privada construiu um moderno hospital, deixando-o bem equipado. O poder público, capitaneado pelo governo do estado, na entrada da cidade, constrói um outro hospital. Há um terceiro ,  da iniciativa privada, sendo construído na lago do Perucaba. Hospital público, privados e filantrópico, atendem, em níveis de ótima qualidade, à população do agreste. 

        Faculdades, na área de saúde e ciências humanas, invadem a cidade, produzindo saber e ciência.




       O ASA, emoção de um povo, proporciona   alegria  e tristeza,   neste  viver humano, em gesto permanente de acreditar na vitória.

        Aqui há artistas criativos e escritores de talentos extraordinários. Há políticos jovens que pensam uma Arapiraca moderna. Há profissionais liberais de grandes saberes. Médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, dentistas, enfermeiros, professores. Há espaços para todos.

        Existem bons restaurantes. Boa Culinária. Bons clubes. Há bons músicos. 

         Há forasteiros  que, como eu, anestesiados pela magia da cidade, e pelo contacto do povo,foram ficando e amando esta terra e essa gente. Tudo aqui é fertil.