
Com a descoberta da nova variante, ômicron, do coronavírus, o mundo rasga seu preconceito em pedacinhos e distribui, sem distinção, para países do primeiro mundo e do terceiro mundo também, a forma mais vil da prevenção de contágios em suas populações. Alemanha, Inglaterra, países referências no modelo de desenvolvimento econômico para o primeiro mundo, tragaram as próprias doses de seus eufemismos cívicos. A África foi outra vez, repetidamente mais uma vez, o vitimado continente das muitas várias nações de um povo negro, excluindo, claro, boa parte de sua região norte-nordeste, que abriga países de origem arábica.
Dias depois do fechamento de aeroportos, pelo mundo, para seis países africanos, estes dos povos negros, veio à tona um chocante comunicado; “O tal do ômicron não surgiu nesses países africanos. Ele pode ter sido descoberto lá, pelo menos os casos relatados para o mundo. Hoje, sabe-se de casos de contágio fora da África, e que não tiveram relação de contato com estes países. Com isto, o que rebrotou foi a discriminação étnico-racial e preconceituosa àqueles povos. Países que não conseguem, sobretudo, manter a segurança alimentar de suas populações, estão impossibilitados economicamente de adquirir as vacinas contra o coronavírus, o que acarretou o baixíssimo índice de imunização de seus povos.
As doações prometidas dessas vacinas, serviram para vitrines midiáticas disfarçarem o apartheid(separação) que as nações desenvolvidas, e as que acham que também são desenvolvidas, a repelência perante esses povos milenares e raízes do nosso sangue.
Todavia, o Brasil, no mês da consciência negra, adivinha o que fez? É isto! Descobrir o que já se sabe, é redescobrir o que vamos continuar dissimulando; o apartheid racial, cultural e econômico a esses povos de cor bem escura. É esse “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” que estamos sujeitos. Muito particularmente prefiro o peculiar dito; “Um Brasil para todos e Deus entre todos nós!” Eis o mistério da Paz social.
Fonte: Carlo Bandeira
