É guerra pra tudo que é lado! 2022 marca o início da guerra por votos

Foto: Ilustração

2022 marca o início da guerra por votos. Os tiros ainda são tímidos. Mas já se escuta barrufos de canhões, algumas metralhadoras e tiros de pistola. As insinuações de má gestão, as  improbidades e desperdícios já entram nas pautas das fake News. E olha que não vamos nos livrar delas. As claques, os puxadores de palmas nos discursos dos pretendentes à reeleição, hoje, transferiram-se para as redes sociais, e são os anjos mensageiros atuais. São entusiastas, bem pagos, que enchem os nossos celulares de baboseiras fictícias, de sofismas que beiram a verdade, só beiram. Pois, de verdade só existe a intenção dos candidatos em nos ludibriar.

Somos iniciantes e inocentes na arte do reconhecimento de notícias falsas, à mercê da boa vontade em acreditar que alguém satisfaça as nossas esperanças de um futuro melhor. O que tá bem mais difícil hoje em dia.

A proliferação dos agentes da mentira já está fazendo escola. Pois, é atrás desses agentes que se escondem os verdadeiros mentirosos tidos como homens puros e cheios de ótimas intenções.

O disfarce cibernético é quase sempre imperceptível. Na velocidade que andamos na atualidade, quase não percebemos os estreitos caminhos da verdade, verdade que engolimos como realidade.

Já houve, no século XVII,  aqui no Brasil e bem pertinho de nós, fake News capazes de tapearem multidões, e ao vivo, imaginem. O evento criado por Maurício de Nassau, fazendo um boi voar, é a prova de que o boi não voa, mas se acreditou que voou. Imaginemos um Maurício de Nassau no face book. Ave Maria, o sangue de Cristo tem poder. Aliás, Cristo, Deus, os santos milagreiros e os justiceiros são as entidades mais propaladas nesse “engenhoso engenho”. Respeito nenhum com as nossas crendices, com os nossos entes mais sagrados. Não se tem compaixão com os sentimentos e a fé de cada um.

Volver, as nossas crendices só existem para nós, para cada um de nós. E são essas obviedades que nos transportam para uma esperança que não se torna realidade nunca, assim é que nos manipulam.

A minha fé é a minha fé, tão somente a minha fé. Mas quem não tem fé, usa a nossa para nos engambelar. É isso que torna os agentes de fake News, um pensamento real. A nossa fé. Fé nas alturas e no altíssimo. Esses agentes promotores da fake News são desprovidos até de moral, sobretudo de fé.

São verdadeiros mensageiros do além, que nos convencem de que estão bem perto e de que estão ali para proteger nosso direito de esperança. Essa nossa esperança que eles não transformarão nunca em possível realidade.

Oremos! Já estamos sendo convocados para essa guerra, para a guerra do voto individual e sagrado.

Que os Deuses tenham piedade de nós!

Fonte: Jornal de Arapiraca/ Carlo Bandeira