
A dois dias da eleição suplementar para a escolha do novo prefeito de Campo Grande, o clima é de tensão e muita expectativa no município agrestino.
De acordo com o juiz da 20ª Zona Eleitoral, Alberto Ramos, a propaganda eleitoral, visitas e reuniões políticas terminaram nesta quinta-feira (9).
No sábado (11), até as 22 horas, haverá apenas carreatas e caminhadas dos três candidatos que disputam o pleito: Téo Higino (Republicanos), que é sobrinho do ex-prefeito Arnaldo Higino, vai disputar com Cícero Pinheiro (MDB) e Maria Inês (Democratas).
Alberto Ramos revela que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) montou toda estrutura para a eleição em Campo Grande, que também terá o apoio de quatro delegados, sendo dois da Polícia Federal (PF) e dois da Polícia Civil (PC/AL), além de drones e um helicóptero.
No próximo domingo (12), os 8.206 eleitores de Campo Grande, no Agreste alagoano, voltarão às urnas para escolher o novo prefeito do município.
Três candidatos estão em campanha e disputam a eleição suplementar, uma vez que o resultado do pleito de novembro do ano passado foi anulado pela Justiça Eleitoral, por conta de uma constatação de ato doloso de improbidade administrativa por parte do prefeito eleito Arnaldo Higino (PP).
Ele havia sido eleito com 51,40% dos votos, ou seja, 3.372 votos dos eleitores de Campo Grande.
A diferença foi de apenas 216 votos para o segundo colocado, o candidato Cícero Pinheiro, que obteve 48,11% dos votos. Eraldo Rosa ficou em terceiro lugar com 0,49% da preferência dos eleitores do município agrestino.
Desde janeiro deste ano que a Prefeitura de Campo Grande é governada provisoriamente pela presidente da Câmara dos Vereadores, Josefa Barbosa da Silva (Republicanos).
Para o pleito deste domingo (12), Téo Higino (Republicanos), que é sobrinho do ex-prefeito Arnaldo Higino, vai disputar com Cícero Pinheiro (MDB) e Maria Inês (Democratas).
PRISÃO
No último dia 23 de agosto, o candidato a vice-prefeito na chapa de Higino, José Rosendo dos Santos, o Pimenta, foi preso, após mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, devido à suspeita de compra de votos. Outras três pessoas também foram presas durante a operação policial.
Técnicos do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) concluíram, nesta terça-feira (7), as cargas das urnas da eleição suplementar no município.
O juiz da 20ª Zona Eleitoral, Alberto Ramos, também acompanhou o trabalho, juntamente com um representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas – OAB/AL e de um dos candidatos ao pleito.
OPERAÇÃO
Polícia Civil de Alagoas realizou, na manhã desta quinta-feira (9), uma megaoperação em Campo Grande, no Agreste alagoano, a três dias da eleição suplementar para prefeito do município.
Um helicóptero também sobrevoa a cidade. As informações obtidas pela Tribuna Independente, até o fechamento desta edição, dão conta que a polícia estaria em busca de cabos eleitorais, após denúncias anônimas de compra de votos.
De acordo com informações publicadas em sites locais, Severino Inácio, atual secretário de obras do Município, foi uma das duas pessoas presas pela polícia.
Severino Inácio apoia a candidatura de Téo Higino.
Contudo, até o fechamento desta edição, a prisão do secretário de Obras da Prefeitura de Campo Grande não havia sido confirmada.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 40 municípios precisam – ou precisaram – realizar eleições suplementares. O estado com mais casos é São Paulo, com 10 cidades.
