
Há duas semanas que não consigo emitir opinião sobre os fatos do nosso presidente da república. Seja essa opinião regional, nacional, e até mesmo, opiniões sobre os fatos internacionais quando me arvoro,
Todos os comentários que imagino, logo são estampados em manchetes entre aspas ou não, mesmo antes de as escrever.
Quando leio aquilo que imaginara antes, chego a pensar que posso estar me tornando unanimidade.
De qualquer maneira, como fato importante, a específica viagem do nosso presidente à Itália, já que o presidente vive viajando, ele e seu cercadinho, em outros mundos bem distantes daqui. Se são más eu não sei, mas é o que dizem as línguas.
Roma, reunião das vinte maiores economias do planeta terra (G20), onde o Brasil governado por “comunistas ladrões”, figurou como a sexta economia mundial; hoje, com toda a onda de “honestidade, Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, somos a décima segunda economia do planeta. Progresso degradante da nossa economia.
Pois bem, o axioma; “o mal se paga com o bem”, materializou-se em Vêneto, na Itália, terra dos antepassados do nosso presidente.
Sua prima expressou o mesmo sentimento dos líderes mundiais com relação a atual política do Brasil, comandada pelo primo Jair Messias Bolsonaro;
– “Sou vacinada e sou a favor do direito das minorias. Sejam homossexuais ou índios da Amazônia, tanto faz: ninguém deve ser discriminado e a qualquer um é garantida a liberdade de fazer na própria vida o que acredite que seja melhor”, declarou Giannina Bolzonaro (com Z, como o original), 63 anos, prima italiana de Jair Bolsonaro (sem partido) que desistiu do almoço com o presidente.
Eu sei que as declarações do presidente Bolsonaro o expuseram a muitas críticas, basta olhar como ele foi ignorado por seus colegas durante o G20 em Roma. Li nos jornais que ele seria um negacionista, um misógino, promotor de leis contra algumas minorias e contra a proteção da floresta amazônica.
Coisas que, se forem verdadeiras, obviamente não aprovo”, declara a italiana ressaltando que, apesar de tudo, o primo distante foi eleito democraticamente.
O mau foi pago com o “bem”! Ainda “bem” que ela não foi para este almoço. Com esta opinião, com todas as minhas certezas, seria alcunhada, pelo primo presidente brasileiro, de comunista depravada e desonesta, no mínimo.
Contudo, é verdade também, o primo foi eleito democraticamente.
E essa é a perplexidade do mundo, e de alguns de nós também!
