Justiça condena mãe e padrasto por espancamento e morte de criança em Arapiraca

Por Redação ,/ Foto,: Divulgou

A Justiça condenou dois réus pelo assassinato do menino Dyllan Taylor Soares, crime que causou forte comoção em Arapiraca. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (17) e terminou com penas que, somadas, ultrapassam 27 anos de prisão. A mãe da vítima foi sentenciada a 13 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado. Já o padrasto, apontado como principal agressor e atualmente foragido, foi condenado a 14 anos e 3 meses.

Segundo as investigações, a criança, que tinha apenas três anos na época dos fatos, era submetida a agressões dentro da própria casa. O padrasto confessou ter praticado violência contra o menino, e a acusação apontou que a mãe também participou das agressões. Inicialmente, a família alegou que a morte teria sido causada por um mal-estar após a ingestão de medicamento, versão que foi descartada após a análise pericial.

O laudo da necropsia revelou que a morte foi provocada por hemorragias internas no crânio e no abdômen, compatíveis com espancamento. Perícias realizadas na residência identificaram vestígios de sangue, além de indícios de que a criança vinha sendo agredida dias antes do crime. Dyllan foi encontrado morto dentro de casa no dia 21 de janeiro de 2016, apresentando diversos hematomas pelo corpo.

O caso teve grande repercussão em Alagoas e reforça a gravidade da violência contra crianças. A decisão judicial reconhece a responsabilidade dos acusados pelas agressões que levaram à morte do menino.