
A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o policial militar Weliton Miguel dos Santos, acusado de matar o enfermeiro Ítalo Fernando de Melo. O crime ocorreu em dezembro de 2025, nas dependências de um motel localizado em Arapiraca, no Agreste do Estado. Com a decisão, o militar responderá por homicídio qualificado.
Segundo a acusação, o assassinato teria sido motivado por circunstância considerada torpe, além do uso de recurso que teria dificultado ou impedido qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima. As investigações apontam que o policial teria instalado, de forma clandestina, um dispositivo de rastreamento no veículo da esposa e, a partir do monitoramento, seguido o trajeto até o motel onde ela estaria acompanhada do enfermeiro.
Weliton Miguel foi preso em flagrante logo após o crime. Entre os elementos reunidos no inquérito policial estão um projétil recolhido no local, cuja numeração corresponde à munição apreendida com o acusado. Uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, pertencente ao policial, também foi apreendida e encaminhada para exames periciais.
Com o recebimento da denúncia, o réu terá prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação. A Justiça irá verificar se o militar possui advogado constituído; caso contrário, a Defensoria Pública será designada para atuar em sua defesa.
O juiz responsável pelo caso determinou ainda a realização de novas diligências. O Instituto de Criminalística deverá realizar perícias complementares no quarto do motel, com prazo de até 15 dias para conclusão. O computador da vítima também passará por análise técnica. Já o Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca deverá encaminhar, no prazo de dez dias, o laudo cadavérico, além da comparação balística entre a arma apreendida e os projéteis encontrados.
A decisão judicial também determinou o envio de cópias do processo para apuração da conduta da esposa do policial, Jéssica Lima Cavalcante, que é investigada por suspeita de falsa comunicação de crime.
O policial passou por audiência de custódia e permanece preso. Durante depoimento, optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio. A decisão que tornou o militar réu foi proferida pelo juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque.
Por Redação
