
Por Redação
Um estudo técnico passou a ser realizado na zona rural de Craíbas, no Agreste alagoano, com a instalação de um sismógrafo para acompanhar vibrações no solo em áreas próximas à atuação da Mineradora Vale Verde (MVV). A iniciativa busca produzir dados científicos capazes de esclarecer se a atividade mineradora pode estar associada a danos estruturais relatados por moradores, como fissuras e rachaduras em residências da região.
A pesquisa é conduzida por uma equipe da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), sob coordenação de um pesquisador da área de Geociências, e reúne profissionais de diferentes especialidades, incluindo geólogos, geofísicos, físicos e engenheiros de mineração. O equipamento utilizado é de alta precisão e permite registrar variações mínimas de movimento no solo, possibilitando análises detalhadas sobre a intensidade, frequência e origem das vibrações detectadas ao longo do período de monitoramento.
O primeiro ponto de coleta de dados foi definido em uma comunidade rural, onde o aparelho permanecerá em funcionamento por cerca de 20 dias. Em seguida, o monitoramento será estendido a outras localidades da região. O trabalho faz parte de um acordo homologado pela Justiça Federal e atende a recomendações da Defensoria Pública da União em Alagoas. Enquanto moradores atribuem danos em imóveis às explosões realizadas na mineração, a empresa sustenta que suas operações seguem normas ambientais e técnicas, negando relação entre suas atividades e os problemas registrados.
