
Além das guerras que tanto nos cercam atualmente, não só de canhões, tiros e bombas elas são produzidas.
As nossas leis, as brasileiras mais especificamente, são por muitos de nós, sabidamente, ineficazes, inócuas e desproporcionais.
Temos fome a vencer, desrespeito a torná-las em respeito, injustas transformando-as em uma justa justiça. No trânsito então, nem podemos parar para refletir, se não vem um automóvel conduzido por um irresponsável, ou pior, por um bêbado, e nos passa por cima. E ainda estamos ariscado a sermos nós pedestres os culpados.
Já que tocamos no assunto, o trânsito, para nós brasileiros, é uma guerra feroz. As mortes provocadas pelas irresponsabilidades compensadas pela falta de justiça, levam-nos às trincheiras do horror, da dúvida na justeza das leis ou coisa que o valha.
Ao vermos leis que diz que uma pessoa que está dirigindo, quando se embriaga ou ultrapassa em local visível e legalmente proibido, cometeu um crime culposo, que é quando o individuo assume o risco de matar, ou se muito é julgado por um eventual dolo.
A guerra da insegurança jurídica é tão brutal, insana e “procrastinosa”, que nos remete à lei de talião; olho por olho, dente por dente. Pense! Mas é assim que funciona na alma de quem sofre as injustiças. A lei não alcançam, em muitos casos, a simples fisiologia dos atos infracionais cometidos contra os menos protegidos.
Voltando ao trânsito, percorremos, até agora, quilômetros e quilômetros de estradas sinuosa e que não levaram e não nos levam a nenhum lugar.
São curvas com subidas e descidas correndo perigo. As famílias que perdem seus entes amados, pessoas que perdem seus movimentos, visão e se tornam verdadeiras realidades vegetativas, sofrem as carências da justiça justa, de fato.
Quando dirigia cheio de alegria, uma alegria inebriante causada por fórmulas mágicas, tinha sim, a impressão do perigo que eu corria, como também o perigo que submetia os outros.
Hoje quando bebo, torno-me um passageiro de um travesseiro, um contumaz passageiro do meu colchão.
Não podemos denegar a condição de festeiros, contudo, devemos conotar a paixão pela nossa vida, sobretudo, a vida do próximo.
Que as vítimas das irresponsabilidades, da brandura das leis, não tenham morrido em vão. Que sejam faróis bem acesos norteando os caminhos de uma justa justiça dos homens!
