Os Réus Bolsonaro e os 7 peões

Os Réus Bolsonaro e os 7 peões – Foto: Exibição

A democracia brasileira ganhou oito presentes no dia 26 de março de 2025: um capitão afastado, generais, um coronel, um almirante e agentes civis viraram réus ante a tentativa de golpe.

Alguns entes da vida militar, são, agora, entes alcançados pela jurisdição do Superior Tribunal de Justiça – STF, que de agora em diante responderão pelo crime de tentativa de assassinato e golpe.

No direito posto, a tentativa não caracteriza crime algum. Contudo, as ações destes distintos acusados, tramaram, interferiram e materializaram o que foi uma tentativa, em ações concretas realizadas.

Reuniões sob o chamado do Estado, divulgaram inverdades, incitaram pessoas, tentativas de descredibilização de um sistema político, que venhamos e convenhamos, tem lá as suas falhas, contudo, um pouco mais inclusivo do que uma ditadura, sistema pretendido por esse grupo de réus.

Crescemos escultando e até assistindo, em cinemas, uma estória infantil intitulada, Branca de Neve e os sete anões. Nenhuma ilação com o fato concreto que estamos vivendo atualmente, a não ser o fato dos números de participantes.

Notou-se, com perplexidade, que os nobilíssimos Advogados de defesa, superaram-se nas teses apresentadas. Sabemos que a tarefa do advogado de defesa é defender, e isso é claro, sabe-se lá como. Mas confesso que a genialidade dos causídicos nos levou à grandes viagens: O Pequeno Príncipe e O Príncipe de Maquiável, pense! “Dedução equivocada, uma estória não tem nada a ver com a outra, quase tendo um ataque súbito, declinou o ministro Alexandre de Moraes”. Notou-se, também, que as teses, sempre jogavam para os outros acusados a responsabilidade da trama.

É só mais um capítulo dessa nossa história. Aguardemos os próximos.

Por Carlo Bandeira