Para refletir

Foto: Divulgação

“As pessoas não acreditam no Bolsonaro, elas se veem representadas nele. A elas, pouco importa se ele diz verdades ou mentiras, Bolsonaro é a catarse de 30 anos de péssimos valores guardados no recôncavo mais íntimo da consciência nacional. Imagine você o quão doloroso é para uma nação escravagista e antidemocrática sustentar por 30 anos a máscara de povo humano, hospitaleiro, alegre e democrático.

No país que deixou de ser escravagista não porque quis, mas porque a comunidade internacional lhe coagiu; e que deixou de ser ditatorial não porque quis, mas porque, pelos mesmos motivos supramencionados, perdeu as condições de sê-lo… Bolsonaro é o grito de liberdade da ignorância aprisionada.

A Constituição Cidadã carregava a utopia de que proporcionando ao Brasil o que havia de mais evoluído no ordenamento jurídico mundial, poderíamos alcançar o desenvolvimento humano sem precisar passar as desgraças e tragédias que as demais nações passaram. Mas já preconizava Confúcio: saber o caminho não é tão didático quanto trilhar o caminho, disso os pedagogos sabem bem.”

Mauro Vaz Júnior.

     – Este texto me foi passado por um grande amigo-irmão, pelo whatsApp. Que por sua vez, o seu autor compartilhou no Facebook.

Em crônicas anteriores já comentava sobre as catástrofes que povos além-mares sofreram, e que invariavelmente foram esteios no amálgama das nações que se formara depois desses acontecimentos vividos e sofridos, todas as estratificações sociais, juntas.   

Os nossos fastos históricos corroboram as assertivas acima, escritas pelo Mauro Vaz Júnior.

     Começando pelo fatiamento essas terras do Pau Brasil. Divididas por decreto. Historicamente, desde a chegada dos portugueses, a população tradicional habitante, compunham várias nações, e que se digladiavam uma com as outras.

Chegam os europeus e invadem tudo. E escravizando essa população e de outras paragens também.

Vamos até o século XVII, onde a maior revolta, luta contra o sistema sócio-político e social. O escravagismo era o ponto dessa revolta; Quilombo dos palmares.  movimento nascido e executado pelo povo, povo na mais sublime e sofrida expressão de sua palavra. Quilombo dos Palmares, durou por um bom tempo. Mas foi aniquilada, subjugando seus descendentes.

Canudos, outra maneira bem diferente de oposição popular àquele sistema do final do século XIX, estamos falando, aqui, do início do Brasil República. O extermínio foi o resultado daquela comunidade.

De lá para cá, nada que pudesse se comparar aos sofrimentos de outros povos, que adquiriram mais justiça social em seu senso de Nação, justamente por conviverem sob a mesma condição todos juntos.

Aqui, em nosso País que amamos tanto, seguimos a cartilha que já completou seus 500anos; O salvador da pátria é quem vai arrebatar-se em um cavalo dourado, e trazer no colo as soluções para a nossa completa falta de entendimento do que significa, simplesmente, a palavra CIDADANIA e suas consequências.

Como se expressou um senador, semana passada, na PCI da Pandemia; “Deus não está acima de nós”.

“Deu está no meio de nós!”

Tenhamos fé, chegaremos lá!

Fonte: Jornal de Arapiraca/ Carlo Bandeira

07/10/2021 05h30