Pesquisas e projeções são retratos da realidade ou meras especulações para as eleições de domingo

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Depois de quase 4 anos, com dois anos de pandemia de Covid-19, enfim estamos de novo diante das urnas e das eleições para renovar ou manter, os cargos de presidente, senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais.  Domingo, dia 2 de outubro, para o primeiro turno, e em 30 de outubro em caso de um segundo turno, mais de 150 milhões de brasileiros irão exercer o mais sagrado direito democrático, o voto. A nível nacional, segundo a somatória da maioria das pesquisas, o candidato do PT à presidência da República, o ex-presidente Lula, seria eleito, não necessariamente no domingo. Apesar das pesquisas serem constantemente contestadas.

Em Alagoas mais de 2 milhões e 300 mil pessoas irão votar, mais de 50 por cento mulheres. Segundo projeções e o resultado da somatória das pesquisas, o atual governador, Paulo Dantas seria eleito, não necessariamente no primeiro turno. Resultado que pode ser validado pela pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada recentemente, que apontou que 61% dos eleitores alagoanos dizem estar decididos em quem irão votar para governador. Apesar de que, os que dizem que ainda podem mudar de voto são 37%.

Mas além de eleger o governador, os eleitores devem estar preocupados também em quem eleger para deputado federal e estadual. O professor e cientista político Marcelo Bastos, que realiza projeções com base em pesquisas de consumo interno, desempenho de campanhas passadas dos candidatos, tamanho dos partidos e nas campanhas de rua e das redes sociais, afirmou que este ano há um contexto peculiar, com o fim das coligações partidárias. Em Alagoas, por exemplo, se tomarmos como base o quociente eleitoral das eleições de 2018, um partido precisará atingir a marca de 56 mil votos para eleger um deputado estadual.

Então, segundo as projeções, para a Assembleia Legislativa o Republicanos faz dois; Federação PT/PV/PC do B faz uma e poderá brigar por uma segunda vaga. Já o União Brasil faz três e poderá brigar por uma quarta vaga; PP faz quatro. Já o PSD briga por uma vaga; PL briga por uma vaga; Avante faz um e MDB faz doze e poderá brigar por uma décima terceira vaga.

já para deputado federal, o professor explica que, se tomarmos como base o quociente eleitoral das eleições de 2018, um partido precisará atingir a marca de 170 mil votos para eleger um deputado federal. Mas, pela nova reforma eleitoral, um partido que não atinja esse quociente poderá eleger um candidato com as sobras de vagas.

Agora, todos ao voto.

Fonte: Jornal de Arapiraca/ Cláudio Bulgarelli