
Na esteira da fraqueza do governo e da maioria atrasada do parlamento brasileiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) segue a onda como o mais influente político da República, na atualidade, e investe numa reforma eleitoral mais que polêmica.
Depois de passar a boiada com o aumento de R$ 2 bilhões para quase R$ 6 bilhões de Fundo Partidário, verba dos cofres públicos, a reforma pretendida por Lira prevê o afrouxamento de punição para deputados e senadores pelo mau uso do dinheiro público.
Ou seja, é a reforma que já nasce torta e recheada de impunidade.
Ela revoga o sistema eleitoral atual e centra fogo na instituição do Distritão, que acaba com a democrática representatividade do sistema proporcional.
Com o Distritão, em um quadro político onde a compra de votos via cadastro é a regra, só se elegerão os candidatos ricos e celebridades, com a força da grana que ergue e ao mesmo tempo destrói…
O mais grave é que passando esse sistema, a partir daí os eleitos usarão à vontade o dinheiro do Fundo Eleitoral nas futuras eleições, sem a preocupação com a prestação de contas, devido ao afrouxamento das regras. Isto é, tudo se casa conforme o planejamento de agora.
E as mulheres dançam…
A ideia lá é quanto menos mulher, melhor. A nova proposta acaba com a exigência de que os partidos tenham 30% de mulheres candidatas e retiram o direito de terem 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para uso na campanha. O texto reduz a participação feminina para 18%.
Pelo ritmo que o sistema segue andando no País, de repente, pode até aparecer alguém na reforma para restabelecer a proibição do voto feminino.
Assim a boiada vai passando, como se estivesse nos campos da Idade Média.
Fonte É assim
