Sem repasses, Hospital Chama enfrenta crise e MPF cobra ação urgente do Estado

Por Redação / Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal apontou irregularidades nos repasses financeiros do Estado de Alagoas ao Hospital Chama, situação que tem afetado diretamente o funcionamento da unidade. Mesmo com os serviços sendo auditados regularmente pela Secretaria de Estado da Saúde, os pagamentos mensais não estariam sendo realizados de forma adequada, comprometendo a continuidade da assistência.

De acordo com a apuração, a falta de recursos já resultou na redução ou interrupção de serviços importantes, como neurocirurgia, ortopedia e cardiologia, além do aumento da demanda reprimida por atendimentos. A instabilidade financeira também tem provocado impactos internos, como a saída de profissionais e dificuldades na manutenção das atividades hospitalares, que atendem pacientes de diversos municípios da região.

Para a procuradora Niedja Kaspary, o cenário compromete princípios do Sistema Único de Saúde, especialmente o da regionalização, ao obrigar pacientes a buscar atendimento fora de suas cidades. O MPF defende a adoção de medidas urgentes para regularizar os repasses e evitar novos prejuízos à população.

Paralelamente, o órgão também atua na Justiça para garantir a regularização dos recursos destinados ao tratamento oncológico oferecido pela unidade, por meio da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia. A iniciativa busca assegurar a continuidade do atendimento a pacientes que dependem dos serviços especializados.