
O Presidente Jair Bolsonaro destina mais tempo do seu mandato causando problemas, ao invés de buscar soluções. Notabilizado internacionalmente por seu comportamento negacionista, falta de preparo para liderar a Nação e alinhamento ideológico com a extrema direita, ele se empenha em atacar a democracia brasileira e os Poderes Constituídos.
Impactado por revelações recentes de um ex-funcionário de sua casa que reforçam evidências sobre a prática do esquema de ‘rachadinha’ no clã Bolsonaro, Jair dispara contra o Supremo Tribunal Federal (STF), provoca deputados e senadores, convoca seu eleitorado e estimula o confronto geral, apostando na impunidade de seus atos planejados para iniciar uma guerra civil entre brasileiros.
Atentos aos movimentos e declarações do Presidente Bolsonaro, o STF e a Câmara Federal – presidida por Arthur Lira, deputado alagoano – reagiram às manifestações vistas na data em que o país comemora sua independência.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou que a Corte não aceitará ameaças à sua independência e ao cumprimento de suas decisões, numa clara referência ao que Bolsonaro propagou durante as manifestações de 7 de setembro.
“Ofender a honra dos ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas, ilícitas e intoleráveis, em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumirmos uma cadeira na Corte”, afirmou o Ministro do STF durante o início da sessão realizada no dia seguinte ao feriado nacional marcado por atos contra e a favor da democracia.
“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica, da região [da Praça] dos Três Poderes, continue barbarizando a nossa população…ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos. Porque nós valorizamos, reconhecemos e sabemos o valor de cada Poder da República. Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede pra sair”, disse o presidente Bolsonaro para seus eleitores durante o ato que gerou a reação do STF..
Luiz Fux também declarou que o Supremo não vai aceitar ameaças ao descumprimento de suas decisões. “O Supremo Tribunal Federa também não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões. Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar um atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”, alertou.
Arthur Lira
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que a Casa pode mediar a paz entre Judiciário e Executivo. “A Câmara dos Deputados apresenta-se hoje como um motor de pacificação. Na discórdia, todos perdem, mas o Brasil e a nossa história têm ainda mais o que perder. Nosso país foi construído com união e solidariedade e não há receita para superar a grave crise socioeconômica sem estes elementos”, afirmou Lira, criticando extremismos.
“Diante dos acontecimentos de ontem (terça-feira, 7), quando abrimos as comemorações de 200 anos como nação livre e independente, não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismo e excessos”, afirmou o presidente da Câmara Federal, ressaltando ainda que não permitirá questionamentos sobre decisões da casa legislativa.
“Os Poderes têm delimitações – o tal quadrado, que deve circunscrever seu raio de atuação. Isso define respeito e harmonia. Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas – como a do voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página”, afirmou.
“Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil que vê a gasolina chegar a sete reais, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas. Uma crise que, infelizmente, é superdimensionada pelas redes sociais, que apesar de amplificar a democracia, estimula incitações e excessos”, argumentou o presidente da Câmara, reafirmando que as eleições do próximo ano estão garantidas.
“O único compromisso inadiável e inquestionável que temos em nosso calendário está marcado para 3 de outubro de 2022. Com as urnas eletrônicas. São nas cabines eleitorais, com sigilo e segurança, que o povo expressa sua soberania”, concluiu Arthur Lira.
Fonte: Redação com Agência Brasil
