Tecnologia e expertise: como papiloscopistas do Instituto de Identificação encontram pessoas por meio da biometria

Profissionais do Instituto de Identificação de Alagoas têm um papel fundamental na segurança pública

 Ascom Polícia Científica
Aarão José / Ascom Polícia Científica

A noite desta terça-feira (04) trouxe mais uma prova da eficiência da biometria humana no combate à criminalidade. A apresentação de um nome falso durante uma abordagem policial não foi suficiente para esconder um foragido da justiça, que já possuía um mandado de prisão em aberto por homicídio na cidade de Rio Largo.

O caso aconteceu em Marechal Deodoro, quando policiais militares, em apoio da Delegacia do 17º DP, capturaram dois suspeitos de homicídios realizando tráfico de drogas. Identificado inicialmente como Luiz Carlos da Silva Santos, o homem foi conduzido até a Central de Flagrantes em Maceió para averiguação.

Entretanto, a tecnologia e o trabalho desenvolvido pelos papiloscopistas do Instituto de Identificação de Alagoas na manutenção dos arquivos civil e criminal do estado revelariam algo crucial. Ao ser submetido à pesquisa biométrica no Núcleo de Identificação Criminal da Polícia Civil, o suspeito foi identificado como Nandesson Silva Santos, de 27 anos.

De acordo com o policial civil Overlack Moura, responsável pelos levantamentos na central, a surpresa não parou por aí.  Além do homicídio, Nandesson ainda enfrentava dois processos por roubo, também em Rio Largo, ampliando a gravidade dos crimes, onde ele e seu comparsa foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.

05 de fevereiro – Dia do Papiloscopista

A captura se tornou um exemplo da importância dos papiloscopistas que, hoje, 5 de fevereiro, celebram seu dia. Os profissionais do Instituto de Identificação de Alagoas têm um papel fundamental na segurança pública, com seu conhecimento no manuseio de arquivos criminais e no arquivo civil de identificação humana.

Antônio Ferreria, superintendente do Instituto, explicou que os papiloscopistas são os guardiões dos prontuários dos arquivos civil e criminal, formados pelo banco de dados com o nome das pessoas e do sistema automatizado de identificação biométrica (ABIS). O Instituto de Identificação possui registros gerais desde 1921, quando foi inaugurado em Alagoas.

“Os trabalhos desenvolvidos pelos papiloscopistas são essenciais na emissão da carteira de identidade, na identificação de corpos nos IMLs, e de criminosos foragidos do poder judiciário, garantindo o direito à cidadania e que a justiça seja feita, contribuindo para um futuro mais seguro para os alagoanos”, afirmou o superintendente.