
O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Taquarana, passou a acompanhar de forma direta a apuração do grave acidente envolvendo um ônibus que transportava romeiros do município de Coité do Nóia. A tragédia foi registrada na manhã da última terça-feira (3), em um trecho da rodovia estadual AL-220, no município de São José da Tapera, no Sertão alagoano.
O veículo retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, onde os passageiros haviam participado de uma peregrinação religiosa. Durante o trajeto, o ônibus tombou em um ponto conhecido como Curva do Caboclo, também chamada de “S do Caboclo”, nas proximidades do Sítio Boqueirão. Segundo dados oficiais divulgados pelo Governo de Alagoas, o acidente resultou na morte de 16 pessoas — cinco homens, sete mulheres e três crianças — além de pelo menos 30 feridos. Aproximadamente 60 passageiros estavam no ônibus, a maioria moradores de Coité do Nóia e Limoeiro de Anadia.
Em nota, o MPAL informou que está coletando informações técnicas e oficiais sobre o caso, com o objetivo de garantir uma atuação responsável, transparente e respeitosa às vítimas e aos familiares. Como uma das primeiras medidas, o promotor de Justiça Lucas Mascarenhas agendou uma reunião de emergência com a gestão municipal para esta quarta-feira (4), às 12h, quando devem ser discutidas as circunstâncias do acidente e as providências iniciais a serem adotadas.
Após o encontro, o Ministério Público deverá avançar nos procedimentos legais cabíveis e divulgar um posicionamento oficial. Também ficou definido que, ao término da reunião, o promotor enviará um vídeo com esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo MPAL no acompanhamento do caso.
O acidente causou forte comoção em cidades do Agreste e do Sertão de Alagoas e reacendeu o debate sobre a segurança no transporte coletivo utilizado em viagens religiosas, além das condições de tráfego e sinalização das rodovias estaduais. As causas do tombamento seguem sob investigação pelos órgãos competentes.
Por Redação
