
Por Redação / Foto: Divulgação
Um incêndio registrado na madrugada desta quinta-feira (19) terminou em tragédia no Recife. Dois irmãos, de 9 e 11 anos, morreram após ficarem presos em um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, localizado no bairro de Areias, na Zona Oeste da capital pernambucana. As crianças estavam no mesmo quarto quando as chamas começaram e, na tentativa de escapar, chegaram até a janela, onde acabaram não resistindo.
O fogo teve início por volta das 3h30, no segundo andar de um dos blocos do conjunto habitacional. No imóvel também estavam três adultos, que conseguiram sair, mas precisaram de atendimento médico após inalarem grande quantidade de fumaça. Eles foram encaminhados ao Hospital da Restauração, no centro da cidade, e seguem sob cuidados, sem informações detalhadas sobre o estado de saúde.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e conseguiram controlar as chamas antes que o incêndio se espalhasse para outros apartamentos. De acordo com os militares, o foco inicial teria surgido nas proximidades da porta do quarto onde as crianças estavam, o que dificultou a saída delas.
A cena no local comoveu moradores e equipes de resgate. A janela do quarto foi coberta após o ocorrido, e marcas do fogo ficaram visíveis na parte externa do prédio. Vídeos registrados por testemunhas mostram a gravidade da situação, mas não foram divulgados devido ao conteúdo sensível.
Segundo informações preliminares da perícia, o apartamento apresentava grande quantidade de objetos e equipamentos eletrônicos acumulados, o que pode ter contribuído para a rápida propagação do fogo. A situação interna foi descrita como de risco elevado, com presença de materiais que facilitam incêndios.
A Defesa Civil interditou o imóvel atingido e também o apartamento localizado logo acima, após identificar rachaduras na estrutura. Apesar dos indícios, a causa exata do incêndio ainda não foi confirmada e segue sob investigação.
Equipes da Polícia Militar e do Instituto de Criminalística também estiveram no local para acompanhar a ocorrência. O caso deve ser analisado pelas autoridades competentes.
