Voto pragmático e as suas inconsequências!

Fonte: Jornal de Arapiraca / Carlo Bandeira

26/08/2021 11h51

Foto: Divulgação

Os símbolos como força de persuasão, marca forte desse governo “Messiânico”, são os faróis que iluminam estradas que não levam a canto nenhum. Pelo menos até agora.

As consequências do voto pragmático sugerem inconsequência dos atos de quem faz uso deste tipo de raciocínio vadio!

Mesmo as modernidades da nossa atualidade e realidade, não foram capazes de modificar conceitos que outrora foram verdadeiramente os pilares de um crescimento econômico que não trazia no seu bojo a sagrada missão do desenvolvimento humano.

Já dizia o famoso economista da era militar, Delfim Neto; “Vamos primeiro o crescer o bolo para depois dividirmos”! O bolo cresceu. Cresceu tanto quanto a dívida externa do Brasil, àquela época.

Levou-nos a uma inflação-galopante, diária.

Até houve a prometida divisão. Não foi bem uma divisão. Foi uma repartição dos dividendos alocados em instituições estrangeiras, que financiavam os empreendimentos, hoje, quase todos falidos, que iam para os conglomerados econômicos que iriam alavancar o “nosso” crescimento, que ainda hoje retêm 95% da vida financeira deste país.

Não sejamos injustos. A nossa classe, esta aqui de baixo, onde vivemos agora, no meio da grande maioria, recebemos, sim, a divisão dos resultados desses empréstimos para garantir o crescimento do Brasil dos generais. Recaíram sobre as nossas costas, o pagamento dessa dívida que não acabava nunca, gerenciada pelas mãos daqueles dirigentes.

Todo brasileiro, por mais simples e analfabeto que fosse, nos idos dos anos 70 e 80, sabia o que era o FMI – Fundo Monetário Internacional, nosso maior credor. Nosso, não, deles!

Mas quem pagava aquela conta? Quem? Quem? Quem?

Os dividendos que chegaram as nossas vidas, dessa dívida, foram justamente as parcelas de muito sofrimento, muita fome e desemprego, que pagavam todos os meses, aquela conta que não fechava nunca, com o enriquecimento ilícito dos que dividiram aquele bolo.

Só para o nosso deleite, as notícias de hoje em dia, parecem as mesmas dos anos 70 e 80;

Folha de São Paulo:

 Auditor do TCU relata alteração de documento sobre Covid, e cúpula da CPI vê crime de Bolsonaro

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EL PAÍS – Jornal europeu

Bolsonaro negocia outra fatia do Governo para o Centrão enquanto esbraveja contra o STF

Senado trava indicação de André Mendonça ao Supremo após atritos do presidente com o Judiciário. Governadores pressionam por entendimento, e governistas tentam demonstrar força no 7 de setembro

O pragmatismo e um pouco de desconhecimento da realidade nos levam a isso. Raciocinar e discernir écansativo, mas ainda é a chave para o sucesso de um Estado democrático de direito.

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