
A Feira Literária de Arapiraca voltou a movimentar a Praça Luiz Pereira Lima e os aparelhos culturais da cidade, após um ano sem edição. Um final de semana com programação voltada para todos tipos de público que pôde valorizar o artista da terra na arte, cultura e literatura em Arapiraca.
“A gente lê a gente” foi o tema desta 3ª edição que homenageou o incentivador cultural Paulo Lourenço, o Paulo do Bar. A Feira teve um espaço de simulação do bar que permanece nas lembranças da juventude arapiraquense das décadas de 70, 80 e 90.
Oficinas, contações de histórias, saraus, invasão das artes com os artesãos locais, espaço para a cultura nerd com a juventude conectada fizeram parte dos três dias de programação na Praça Luiz Pereira Lima, no Museu Zezito Guedes e na Casa da Cultura. Além disso, três artistas plásticos realizaram exposições nos equipamentos culturais, João Marcelo, Rafael Brandão e Irmãs Petuba. A Fliara teve ainda o lançamento de três livros de escritores locais. O jornalista Davi Salsa e a psicopedagoga Fabiana Salsa lançaram o título “Andrezinho e a árvore mágica das araras” que já está disponível para venda; “As aventuras do menino com cabelos de raio de sol e seu cãozinho Tororó”, de Rosana Dias.
A Academia Arapiraquense de Letras e Arte (Acala) e União Brasileira de Escritores (UBE) participou da Fliara ativamente com o stand e lançou o livro Trânsito Múltiplos Olhares – I Antologia de Trânsito de Alagoas, de Edira Soares.
O evento contou com uma novidade na sua execução, a parceria das Secretarias de Educação e Esporte e de Cultura, Lazer e Juventude fez com que o evento envolvesse jovens, adultos e crianças. “A gente conseguiu chegar no jovem na questão literária para a juventude, a gente teve a visita da juventude, das crianças e conseguimos envolver três áreas: a cultura, a literatura e arte. No momento da pandemia essas três áreas são muito importantes porque ajudam as pessoas a não adoecerem psicologicamente, durante a pandemia e o isolamento o que ajudou muitas pessoas foi ler um livro”, destacou o secretário de Cultura Wellington Magalhães.
A secretária de Educação Ivana Carla reforça a importância do evento neste retorno das atividades. “Nossa experiência de retorno do evento pós pandemia foi muito emocionante e gratificante. Porque a gente percebe a importância que a Fliara tem na vida de todos aqueles que fizeram parte e que se envolveram nas atividades de literatura, artes e da música e o quanto ela é importante para o reconhecimento do artista, do escritor, dos nossos estudantes e de toda essa população”, salientou.
O cenário do audiovisual foi destaque na última mesa do evento. Com a presença do cineasta Leandro Alves, do diretor Wagno Godez, Wellima Kelly e Nilton Resende, além do ator Erom Cordeiro, a produção do Núcleo do Audiovisual de Arapiraca (Navi) recebeu destaque por seu trabalho na produção e fomentação do audiovisual. “Arapiraca está muito forte no audiovisual, teve um edital lá atrás que ajudou a formar a Navi. Então, a Navi quando nasceu, ela já nasceu tão bem fazendo oficinas e cursos, isso fomentou ainda mais a cena. Aí surgiram novos nomes e personagens que são da cultura local que foram motivos de curtas, como a Ana Terra”, frisou Marta Eugênia, escritora e curadora da Fliara.
O ator Erom Cordeiro parabenizou à organização pelo esforço em organizar um evento voltado para a literatura, arte e cultura. “Fazer feira literária no interior em tempos de pós pandemia e ter esse resultado expressivo é sinônimo de resistência. Parabéns a todos pela organização e que venham novos eventos assim”, declarou.
A valorização do artista local foi percebida pelo público que frequentou a feira. “O que me chama a atenção é a valorização do artista arapiraquense, a vontade de fazer com que a população conheça o que é produzido na terra. E o mais importante, por mais que venham artistas de fora eles são tratados e respeitados como os da terra, são mesas muito horizontalizadas. Isso me deixou muito feliz”, destacou a artesão Isabela Magalhães que acompanhou ativamente a Fliara.
Outra novidade do evento foi a TV Fliara, coordenada pela equipe da Comunicação da Prefeitura de Arapiraca. A coordenadora da Ascom Mônica Nunes ressaltou a importância da equipe para que desse certo. A TV Fliara foi uma experiência nova, embora já tivéssemos feito algumas transmissões ao vivo de e Eventos da prefeitura. Acreditamos que o Festival era uma oportunidade para lançarmos a ideia, já que era um evento muito dinâmico, relativamente extenso e que nos proporcionaria bom engajamento, grande conteúdo e experiência.
O resultado foi incrível e ficamos muito entusiasmados, com gostinho de “queremos mais”, revelou a jornalista.
O secretário Wellington Magalhães reforçou a importância dos equipamentos culturais serem ocupados e que a população usufrua deles. “Graças à visão do nosso prefeito Luciano Barbosa que acredita que os equipamentos públicos culturais têm que ser movimentados e ocupados pela arte, cultura e literatura. Ele já pediu para realizar o Festival do Jazz em homenagem ao Paulo do Bar e nós já estamos nos organizando para realizar no próximo ano”, contou em primeira mão.
Fonte: Jornal de Arapiraca/ Lysanne Ferro
