
Nessa segunda-feira (28), o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas aprovou a nova data para a realização da eleição complementar para prefeito e vice-prefeito de Campo Grande. A nova data será 12 de setembro de 2021. Até agora concorrem ao pleito os que já estavam inscritos na Justiça Eleitoral. São eles: Téo Higino, Cícero Pinheiro e Inês Correia.
“Com a publicação desta Resolução retomamos, oficialmente, todos os preparativos para a realização desta eleição suplementar em Campo Grande. Os partidos e candidatos devem atentar para os prazos previstos e também para as normas sanitárias impostas pelos órgãos de Saúde para garantir a segurança de todos os envolvidos no processo eleitoral”, destacou o presidente do TRE/AL, desembargador Otávio Leão Praxedes.
A eleição suplementar chegou a ser marcada para abril, mas devido ao aumento dos casos de covid-19 e o fato de Campo Grande estar na fase vermelha na época, o calendário eleitoral foi suspenso. Podem votar nessa eleição os eleitores que se cadastraram até 11 de novembro de 2020.
Os candidatos e partidos que já estejam inscritos na Justiça Eleitoral têm até o dia 23 de julho para fazer qualquer substituição. O cartório da 20ª Zona Eleitoral funcionará a partir de 02 de agosto até 12 de setembro. O período de campanha eleitoral inicia também em 02 de agosto.
Entenda o caso
Em dezembro de 2020, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Arnaldo Higino (PP). O então prefeito de Campo Grande tinha sido reeleito com 51,40% dos votos.
Higino foi condenado por ato doloso de improbidade administrativa. Em 2017, o então prefeito chegou a ser preso em flagrante suspeito de receber mais de R$ 11 mil reais de propina.
Higino concluiu o mandato em 31 de Dezembro de 2020. A Prefeitura foi assumida em janeiro pela presidente da Câmara dos Vereadores, Josefa Barbosa.
Professores não recebem salários há dois meses
Em meio a isso, os professores da rede municipal de Campo Grande denunciam o atraso de dois meses de salário. Segundo o site 7 Segundos, mais de 300 professores estão nessa situação.
O último pagamento foi registrado em abril, até agora os professores não receberam mais nada. O impacto já é percebido no município, sem salários, a economia local fica prejudicada.
A falta de controle administrativo fez com que o município perdesse também verbas, “a responsabilidade é da gestão municipal. Em 2021, o município perdeu um grande volume de recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), provocado por uma série de erros administrativos”, contou uma professora que preferiu não se identificar com medo de represálias.
Fonte: Tecla1 /Lysanne Ferro
