
O medo de trombose ou dos possíveis efeitos colaterais que algumas vacinas contra a Covid-19 podem provocar tem feito com que muitas pessoas “escolham” o imunizante que vão receber ou até que deixem de se vacinar. O CadaMinuto ouviu especialistas que alertaram para os riscos de não se vacinar e pontuaram informações equivocadas sobre a eficácia dos imunizantes.
A especialista em Alergia e Imunologia pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Cynthia Mafra, disse que quanto mais a pessoa demora a se vacinar, maior risco corre de pegar a doença e desenvolver a forma grave, por isso recomenda que o cidadão se vacine com o imunizante que estiver disponível, assim que chegar vez.
Quanto à eficácia dos imunizantes, a especialista explicou que não existe um estudo único comparando as vacinas disponíveis no Brasil. Cada vacina teve a sua eficácia e segurança comprovada em estudos próprios, com métodos diferentes, populações diferentes e essas porcentagens não são comparáveis.
“A CoronaVac utilizou uma metodologia que analisava sintomas como se fossem da doença e usou uma população de profissionais da saúde da linha de frente que estavam expostos diariamente ao vírus. Já AstraZeneca usou outra população e outra metodologia de avaliação”, comentou Mafra, reforçando que ambas tiveram a sua eficácia demonstrada nos seus respectivos estudos. “Uma vez que a vacina é aprovada pela agência regulatória, ela já é eficaz, não poderia ser aprovada se não houvesse eficácia”.
“A gente só vai ter realmente uma segurança e um efeito das vacinas quando atingir um percentual de imunizados que torne possível a diminuição e o controle da circulação do vírus, aí sim as pessoas mais suscetíveis, quer tenham sido vacinadas ou não, não serão mais expostas”, mencionou.
Efeitos colaterais e trombose
Não é correto deixar de se vacinar por medo de efeito colateral, disse a médica. Segundo Cynthia, os benefícios são infinitamente superiores e os possíveis efeitos colaterais são mínimos. “Em relação à trombose, o risco é muito inferior ao benefício, é raríssima a trombose relacionada a vacina da AstraZeneca, é na prevalência de 0,0004%”, disse e alertou que o risco de trombose é muito maior quando a pessoa está com a forma grave de Covid-19 do que pela vacina.
“Quando a pessoa tem algum efeito colateral a uma vacina, significa que o sistema imunológico está reconhecendo aquele estímulo vacinal e montando uma resposta de memória imunológica, ou seja, de defesa”, falou Cynthia Mafra.
Fonte: Cada Minuto
