
Por Redação / Foto: Divulgação
A Polícia Civil de Alagoas abriu investigação para apurar um esquema criminoso de venda de atestados médicos falsificados emitidos ilegalmente em nome da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Trapiche da Barra, em Maceió. A fraude foi descoberta após a própria direção da unidade denunciar a circulação irregular dos documentos.
Segundo informações repassadas pelas autoridades, os atestados eram negociados por meio de grupos em aplicativos de mensagens e pagos via transferência instantânea. Para dar credibilidade ao golpe, os criminosos utilizavam dados reais da unidade de saúde, como logotipo institucional, endereço oficial e o número de registro profissional de uma médica vinculada ao atendimento da UPA.
A médica, que teve seus dados usados sem autorização, registrou boletim de ocorrência e formalizou denúncia junto ao Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), que acompanha o caso e apura possíveis desdobramentos administrativos.
A investigação foi encaminhada para a delegacia responsável pela área, que deverá rastrear os administradores dos grupos onde os documentos eram ofertados, além de identificar os titulares das contas bancárias que recebiam os pagamentos.
As autoridades alertam que o crime não atinge apenas quem produz ou comercializa os documentos fraudulentos. Quem compra e utiliza atestado falso também pode responder criminalmente, além de sofrer consequências trabalhistas, como demissão por justa causa.
Já os responsáveis pela fabricação e distribuição dos documentos podem ser enquadrados por falsificação de documento, falsidade ideológica, falsa identidade e exercício ilegal da medicina — crimes que podem resultar em penas superiores a cinco anos de prisão.
Em nota, a direção da UPA Trapiche reforçou que a unidade adota protocolos rígidos para emissão e controle de atestados médicos e orientou empregadores e instituições a confirmarem a autenticidade de qualquer documento suspeito junto aos canais oficiais.
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