
Na terça-feira, 8, aconteceu no Fórum de São Sebastião no Agreste de Alagoas, o julgamento de José Ednaldo Santos Silva, conhecido como Dadá, e Jackson de Souza – o Seninha, acusados do assassinato de Hudson Melanias, de 25 anos. O jovem era filho do ex-secretário de Educação e Esportes de Arapiraca, Jânio Melanias.
O julgamento terminou às 23h30. Jackson foi condenado a 22 anos e nove meses de prisão e José Ednaldo condenado a 25 anos e seis meses pelo assassinato do jovem Hudson Melanias.
Os réus Jackson de Souza e Ednaldo Santos Silva confessaram o crime. “Seninha” foi preso no dia 3 de janeiro de 2020 e Ednaldo na manhã do dia seguinte.
O pai Hudson, Jânio Melanias, falou como tem sido a espera por esse julgamento. “Além da perda do nosso filho, nós estamos com uma família desestruturada. Estou com a minha esposa fazendo tratamento psicológico e meu filho também. Foi realmente muito difícil esses últimos dois anos de espera pelo julgamento, para que esse pessoal pague pelo o que fez. O índice de maldades desses rapazes é altíssimo”, disse Jânio.
O pai da vítima frisou que a impunidade faz com que mais crimes como esse ocorram. Felizmente com essas condenações posso afirmar que houve justiça.
Jânio Melanias, fez um alerta para todos os jovens. De acordo com Melanias, Hudson não tinha amizades com os autores do crime.
“Meu filho teve a infelicidade de ir beber com quem ele não conhecia, isso serve de alerta para os jovens da idade dele. Hudson foi comprar cerveja na conveniência e encontrou essas figuras, normalmente esses jovens não têm medo de nada. Sempre digo que nesse mundo não é que temos que ser ruim, mas temos que ter malícias para viver nesse mundo cão, e ele foi de ‘peito aberto’ e não sabia com quem estava ao lado e pagou um preço muito alto por esse vacilo”, alertou o pai do jovem.
Relembre o caso
O crime contra Hudson ocorreu em 29 de janeiro de 2019, e foi motivado por uma discussão entre a vítima e os réus, que teriam se sentido humilhados pelo rapaz.
O corpo de Hudson foi encontrado no povoado Sapé, zona rural da cidade de São Sebastião, dias após a família ter noticiado seu desaparecimento.
No dia 02 de fevereiro de 2019 o corpo do jovem foi identificado por familiares no Instituto Médico Legal (IML), de Arapiraca.
Segundo relatos de familiares, Hudson tinha o costume de ficar ausente em casa e por isso a família não havia estranhado a sua falta. E, só após não conseguir contato com ele por muito tempo, eles decidiram procurar os órgãos competentes. Os parentes ficaram sabendo que havia um corpo não identificado, que foi achado em São Sebastião e ao chegar ao IML o identificaram.
Fonte: Jornal de Arapiraca/ Rafaela Tenório
