Medidas atingem valores de competições, contratos de patrocínio e automóvel registrado em nome do clube

O Centro Sportivo Alagoano (CSA) teve receitas e um veículo atingidos por novas ordens de penhora determinadas pela Justiça do Trabalho em Maceió. As medidas foram expedidas pela 7ª Vara do Trabalho em processos relacionados a débitos com ex-funcionários e atletas.
Em uma das ações, a Justiça determinou o bloqueio de dinheiro nas contas do clube por meio do Sisbajud. A ordem inclui a chamada “teimosinha”, que permite novas tentativas automáticas de bloqueio durante 60 dias, enquanto a dívida não for quitada.
Também foi determinada a retenção de valores que o CSA tenha a receber em competições. A medida foi comunicada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Liga do Nordeste e alcança cotas de transmissão, premiações e outras verbas de participação referentes a 2026 e aos anos seguintes.
Os contratos de patrocínio mantidos pelo clube com Betesporte, Pix das Estrelas, Fatal Model e Caoa Chery também foram incluídos nas medidas de constrição judicial.
Em outro processo trabalhista, desta vez envolvendo o jogador Matias Cavalleri Lopetegui, a Justiça determinou o bloqueio de um veículo do CSA por meio do Renajud. O clube deverá informar, em cinco dias, onde o automóvel está para que seja realizada a avaliação e, posteriormente, a penhora.
Se a localização do veículo não for apresentada dentro do prazo, a Vara do Trabalho poderá realizar novas buscas por patrimônio e valores do CSA e instaurar uma Pesquisa Patrimonial Básica.
