
A estreia do procurador aposentado Geraldo Magela Pirauá como escritor lotou o auditório da Unimed com familiares, amigos e admiradores da escrita de Piruá no último dia 15.
O primeiro livro da carreira como escritor é intitulado de Contos e Crônicas e é um compilado de 12 contos e mais de 50 crônicas ambientadas em Porto Calvo, cidade onde nasceu e passou infância, e Arapiraca, local que escolheu para constituir família e consolidar carreira no direito. Magela se emocionou ao ver o auditório lotado para ouvir sobre o seu livro e prestigiar o momento.
O lançamento fugiu do formato tradicional de discurso seguido de autógrafo, numa espécie de mesa redonda, Magela respondeu às perguntas de três convidados especiais. A presidente da Academia Arapiraquense de Letras (Acala) Carla Emanuele, o cientista político e responsável pelo prefácio do livro, Rodrigo Leite, além do colega de profissão, o promotor Lucas Mascarenhas. Magela revelou aos convidados que estava bastante emocionado com o evento e a presença dos convidados que compareceram em peso, apesar da forte chuva que caia em Arapiraca. Rodrigo Leite falou da alegria em poder assistir ao reencontro do escritor com a Literatura, já que Magela foi durante a juventude um leitor ávido e acabou trocando os clássicos literários pelas peças jurídicas. A aposentadoria e a pandemia lhe deram a oportunidade de reencontrar com os clássicos e conhecer os novos escritores alagoanos, brasileiros e internacionais.
Para Geraldo Magela, a escrita é um comprometimento, um ritual de rotina a que se dedica todos os domingos, seja para as crônicas publicadas neste jornal ou para se tornarem uma obra riquíssima.
O provedor do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho fez questão de ter um momento cultural na ocasião. O Guerreiro foi apresentado pelo coordenador do Fórum Permanente de Cultura Popular e do Artesanato Alagoano (Focuarte) João Lemos. O cordel, tradição que ainda perpetua no Nordeste, foi trazido por Dona Sebastiana. Além das apresentações do folclore alagoano, Marluce Alves emocionou a plateia com um canto comovente; Girleide, da União Brasileira de Escritores, também homenageou o escritor e um garoto tocou a todos ao se apresentar com uma flauta.
Semanas após o lançamento, Magela Pirauá já tem recebido retornos sobre o livro. “As pessoas de um modo geral tem gostado do que leu”, revela.
O público aguarda agora os próximos lançamentos do escritor que já tem produzido o suficiente para uma próxima publicação. Os planos de Magela Pirauá é lançar o livro na sua cidade e fazer um livro apenas de contos e já tem material para isso.
Fonte: Jornal de Arapiraca/ Lysanne Ferro
