
O Ministro da Defesa, General Braga Neto, ameaçou golpe à democracia caso a proposta de voto impresso não seja aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo o jornal O Estado de São, Paulo Braga Neto deu o seu recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e estava na presença dos chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
A conversa foi feita no dia 08 de julho e só agora revelada. Mas, no mesmo dia, o Presidente Jair Bolsonaro repetiu publicamente o interesse do seu governo em amedrontar e coagir a sociedade. “Realizamos limpas no Brasil ou não temos vantagens”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, naquela data, na entrada do Palácio da Alvorada.
De acordo com a apuração do Estadão, Lira se mostrou preocupado com as ameaças do general. O presidente da Câmara, em conversa com Bolsonaro, disse que estaria até o fim, independente de crise política, mas que não contasse com ele para qualquer ato de ruptura institucional. Arthur Lira é também líder do Centrão, principal base de apoio do governo Congresso.
Ameaçar a realização das eleições, que é prevista na Constituição Federal e é um dos pilares da democracia brasileira, configura golpe de estado.
Essas intimidações feitas pelo governo Bolsonaro nos últimos anos refletem que o Brasil ainda sofre com as consequências do golpe militar de 1964. O Brasil viveu 21 anos sob as ordens militares. Até hoje o Estado Brasileiro não conseguiu avançar em tratar esse período com a sociedade. Na Argentina, país vizinho, a ditadura é rechaçada por todos, independente de posicionamento político. O país viveu um dos mais cruéis regimes militares, com ao menos 30 mil mortes.
Fonte: Redação
