
Moradores dos bairros de Maceió afetados pelo afundamento do solo causado pela extração de sal-gema fecharam a Avenida Fernandes Lima, na manhã desta quinta-feira (08), nos dois sentidos. Concentrados em frente a um prédio do Ministério Público de Alagoas (MPAL), eles protestam contra o processo de indenizações adotados pela Braskem. O protesto está sendo organizado pelo Movimento Unificado das Vítimas da Braskem e pela Associação dos Empreendedores no Pinheiro e Região.
Os moradores reivindicam a adoção de critérios e prazos protocolados por eles no Ministério Público Federal (MPF).
A Polícia Militar e a SMTT estão no local. Não há previsão de término.
Em nota, a Braskem afirma que já respondeu às críticas dos moradores, protocoladas no MPF e no MPAL.
Abaixo, a íntegra da nota.
A Braskem apresentou resposta formal à manifestação do MUVB no prazo solicitado, por meio de ofício que também foi endereçado ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual.
O cumprimento do Termo de Acordo é monitorado de perto pelas autoridades signatárias e o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação vem sendo constantemente aperfeiçoado, a partir do processo de escuta à população. Nesta evolução, dois aditivos e 24 resoluções foram firmados entre as partes, para regulamentar e aprimorar aspectos específicos do programa.
Como resultado dessa escuta ativa à comunidade e do aprimoramento constante, o programa registra hoje 7.519 propostas de indenização apresentadas e apenas 26 recusadas. A média de apresentação de propostas é de 630 por mês.
A empresa respeita o direito de manifestação pacífica e reitera seu compromisso com a segurança dos moradores dos bairros afetados pelo fenômeno geológico, propondo e executando as ações necessárias para isso.
Fonte: Tribuna Hoje
