MP nomeará novo promotor para acompanhar processo de falência do Grupo João Lyra

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O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, vai nomear um novo promotor de Justiça para atuar no processo que envolve a massa falida do Grupo João Lyra. O compromisso foi assumido após reunião ocorrida na manhã desta quarta-feira (3), no prédio-sede do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), com representantes da Prefeitura de Atalaia e da Cooperativa Agrícola do Vale do Satuba (Copervales), que, na ocasião, demonstrou preocupação com o futuro do arrendamento das terras da Uruba, usina que integra o referido grupo empresarial.

Durante o encontro, foi explicado à chefia do MPAL que cerca de 110 fornecedores de cana-de-açúcar da região do Vale do Satuba, Paraíba e Mundaú resolveram fundar a Copervales no intuito de buscar alternativas para continuar produzindo de forma eficiente e sustentável no cenário atual, principalmente diante das dificuldades enfrentadas por conta do fechamento de diversas unidades industriais nos últimos anos e que, essa mesma cooperativa arrendou cerca de 6 mil hectares da Usina Uruba. O contrato foi formalizado por 10 anos e, agora, faltam apenas quatro para que ele se encerre, o que está ameaçando novos investimentos por parte dos arrendatários. Diante dessa realidade, tanto a Copervales quanto a Prefeitura de Atalaia – uma vez que a cooperativa funciona naquela região – buscaram o MPAL para que a entidade possa se posicionar, no processo, sobre a possibilidade de renovação desse prazo contratual.

E foi após a explanação desse pleito que o procurador-geral de Justiça se comprometeu em nomear um novo promotor para o caso, uma vez que o anterior se averbou suspeito para seguir acompanhando os trâmites processuais. “Sabemos da importância do setor sucroalcooleiro para o estado de Alagoas e entendemos a preocupação dos plantadores de cana-de-açúcar que estão na condição de arrendatários das terras da Uruba. Vou estudar, com a maior brevidade possível, o nome de um promotor que tenha familiaridade com esse tipo de ação para, então, designá-lo para atuar no processo”, disse Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.

Luiz Carlos de Barros, vice-presidente da Copervales, lembrou que criar a cooperativa foi uma decisão corajosa de muitos fornecedores no intuito de viabilizar a permanência deles no campo e que, agora, a realidade atual está exigindo ainda de cada associado. “Vivemos um momento que está nos demandando uma série de investimentos e, para que eles sejam feitos, a Copervales precisa de segurança jurídica, daí a necessidade de um termo aditivo prorrogando o prazo de contrato de arrendamento da área”, explicou

Segundo a prefeita de Atalaia, Cecília Herrmann Rocha, a Copervales é uma grande geradora de emprego e renda para aquela região. “É uma cooperativa que ajuda o município na arrecadação de impostos, uma vez que os cooperados pagam o ISS (Imposto Sobre Serviços) e que gera cerca de dois mil empregos diretos, além de aproximadamente mais 1,5 mil indiretos”, informou ela.

Fonte: Assessoria MPAL