
Por Redação / Foto: Divulgação
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou a primeira denúncia contra dez investigados acusados de integrar um esquema criminoso de fraude no concurso da Polícia Federal realizado em 2025.
O caso é resultado das operações Última Fase e Concorrência Simulada, que identificaram uma organização criminosa com atuação nos estados de Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Segundo as investigações, o grupo funcionava de forma estruturada para favorecer candidatos em cargos estratégicos, com destaque para o de delegado.
De acordo com o MPF, o esquema envolvia a infiltração de integrantes nas salas de aplicação das provas, responsáveis por fotografar o conteúdo do exame. As imagens eram repassadas em tempo real para outros membros da organização, que forneciam respostas e gabaritos aos candidatos beneficiados.
A apuração também revelou que o grupo cobrava valores elevados para garantir a aprovação, com preços que chegavam a ultrapassar R$ 280 mil, variando conforme o cargo pretendido e o salário inicial da função.
As provas da atuação criminosa foram reunidas a partir da quebra de sigilo bancário dos investigados e da análise de mensagens trocadas entre os envolvidos, que detalhavam a dinâmica do esquema.
Entre os denunciados estão articuladores, intermediários e candidatos que teriam sido beneficiados pela fraude. Eles podem responder por crimes como organização criminosa, fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, corrupção e falsificação de documentos.
O MPF também solicitou a revogação da colaboração premiada de dois investigados que haviam firmado acordo com a Justiça. Segundo o órgão, eles teriam descumprido as cláusulas ao omitirem informações relevantes e manterem a prática de crimes mesmo após o acordo.
Agora, o Ministério Público Federal pede a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos causados aos cofres públicos.
