NOTA DE FALECIMENTO

Por: Samuel Balbino*

Encerraram-se ontem 04.11.2021 (quinta feira), as 8h:00m, o registro de chapas para eleição do novo Conselho Deliberativo do Clube dos Fumicultores e, conseqüentemente da nova diretoria. Somente uma chapa foi registrada e, assim, inicia-se o processo de falecimento do famoso e bem festivo Clube dos Fumicultores de Arapiraca. Uma instituição público/privada que deu certo durante mais de 70 anos.

No próximo domingo 07.11.2021, se instalará o movimento de matança de uma instituição que abrigou as maiores e melhores festas sociais, econômicas, culturais e políticas de Arapiraca e Região.

No decorrer de seis (06) décadas passaram pelos Conselhos Deliberativos e pelas Diretorias Executivas e Conselhos Fiscais grandes e notáveis homens de valores incomensuráveis, possuidores de um censo de responsabilidade e respeito pela História, pela Cultura, pelo Social e pelo Material, parte do acervo e patrimônio de Arapiraca, podemos citar: Manuel Lúcio da Silva, José Lúcio da Silva, João Lúcio da Silva, João Antonio da Silva, Geraldo Lúcio da Silva, Euclides Ferreira, Fernando Resende de Barros, José Lúcio de Sousa, Claudir Aranda Valeriano, Severino Lúcio da Silva, Dalmácio Lúcio da Silva, Alonso de Abreu Pereira, Erivan Gomes da Silva, João Gomes da Silva e, tantos outros, que, de certa maneira existia e carregava consigo um sentimento de bravura em poder difundir a pujança de uma Arapiraca rica, forte e robusta, através do Clube dos Fumicultores.

Além do Edital de Permuta do Clube, publicado no último mês de agosto, existe uma narrativa difundida no boca a boca e, nos veículos de comunicação de que o clube não servirá mais no lugar que está e, que, deve ser permutado por outro clube “imaginário” em outro lugar qualquer na cidade de Arapiraca. Falece aí o Monumento Histórico, Cultural, Social e Material de Arapiraca e, leva consigo a História, a Memória, o Coração, o Trabalho Incansável de Manuel Lúcio da Silva, João Lúcio da Silva e José Lúcio da Silva. Acaba-se aí, também, parte da pujança da história da Família “Lúcio” de Arapiraca.

É de se lamentar a forma bruta, cruel, assustadora utilizada por aqueles que não querem assimilar o valor histórico, cultural, social e material de um imóvel de arquitetura moderna, de tamanha grandeza, construído há mais de cinco (cinco) décadas.

Adeus Clube dos Fumicultores, sua arquitetura moderna, sua beleza histórica, cultural, social e material ficarão gravados em nossas mentes e em nossos corações.

Tombar um patrimônio Histórico, Cultural, Social e Material, ou não, cabe ao Executivo e ao Legislativo DECIDIR.

Com a palavra o Prefeito José Luciano Barbosa de Arapiraca e o Secretário Municipal de Cultura.

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.