
POR REDAÇÃO
O pai do adolescente Marcos Antônio Leandro, morto a tiros durante um torneio de futebol, fez um desabafo emocionado nesta segunda-feira (3) e cobrou a prisão dos responsáveis pelo crime. Em entrevista à TV Pajuçara, ele relembrou a trajetória do filho e lamentou a perda de um jovem que, segundo a família, tinha o sonho de seguir carreira no futebol.
Abalado, Marcos Antônio descreveu o filho como um jovem querido por todos. “Ele era brincalhão, amigo de todo mundo, todo mundo gostava dele. Era um filho querido, tanto pelo pai, pela mãe, pelos irmãos, pelos vizinhos e pelos amigos que o viram crescer”, afirmou.
O pai contou que o adolescente era visto como uma promessa no esporte e que a família acreditava em um futuro profissional no futebol. Segundo ele, o sonho foi interrompido de forma violenta durante uma partida.
“O meu filho todo mundo dizia que ia ser uma promessa do futebol. E hoje eu vejo o sonho de toda a família, dos amigos e de todos que acreditavam nele ser cortado por duas pessoas que ele nem conhecia”, desabafou.
Marcos Antônio criticou a falta de segurança no local onde ocorreu o crime e afirmou que a violência tem impedido jovens de praticarem atividades esportivas com tranquilidade.
“Chegar na beira de um campo de futebol, onde só tinha adolescentes que queriam jogar bola, e atirarem sem saber quem é quem, tirando a vida do meu filho, é uma dor muito grande”, declarou.
O pai também questionou a demora nas investigações e pediu uma resposta rápida das autoridades. “Eu só peço Justiça. Não quero riqueza, não quero nada. Só quero que a Justiça seja mais rápida e que pegue esses que mataram meu filho”, disse.
Segundo Marcos Antônio, a família vive um momento de sofrimento e espera que os responsáveis sejam responsabilizados pelo crime.
“Sou um pai de família trabalhador. Pegaram os caras que mataram meu filho? Não pegaram. Estão soltos, enquanto a gente está sofrendo. Meu filho era um menino bom, de família”, afirmou.
A família continua cobrando providências das autoridades e espera que os envolvidos no assassinato sejam identificados e presos. “A gente pede primeiro a Justiça de Deus e que a Justiça da terra também seja feita”, concluiu o pai.
