Preservação do Clube dos Fumicultores como patrimônio histórico ganha força em Arapiraca

Foto: Roberto Baía

O futuro do Clube dos Fumicultores ganhou um novo capítulo na última terça-feira (21), quando o prefeito Luciano Barbosa sinalizou a preocupação com o patrimônio que faz parte da história dos arapiraquenses.

Após reunião com o jornalista Eli Mário Magalhães, Luciano levantou a questão nas suas redes sociais e teve apoio da população para que o clube seja um espaço que preserve a história da cidade.

O Clube dos Fumicultores possui uma dívida milionária e na tentativa de evitar que a sede fosse leiloada abaixo do valor praticado pelo mercado, os responsáveis lançaram o edital para permuta do local, mas não apareceram pretendentes.

Segundo Eli Mário, o prefeito pretende preservar o prédio e transformá-lo em um instituto histórico, cultural e geográfico, com anuência dos sócios-proprietários e que será administrado por uma diretoria indicada pelos sócios.

Para os fundadores da ONG Candeeiro Aceso, Rosangela Carvalho e Albério Carvalho, a preservação do espaço mesmo que privado, é de interesse de todo cidadão arapiraquense pois o Clube dos Fumicultores fez parte de boa parte da juventude de várias gerações.

“Quando o patrimônio entra na discussão, ele atinge todo mundo, independente de ser sócio patrimonial ou não, o patrimônio é de todos. A gente tem que entender que as pessoas que sabem que aquilo é importante têm a obrigação de proteger”, ressaltou a arquiteta.

Ainda segundo Rosângela, é preciso encontrar um equilíbrio entre os interesses dos sócios e a preservação do patrimônio. “A gente sempre bate nessa tecla do fortalecimento do nosso patrimônio histórico, uma cidade que não tem memória está perdida. É muito importante a gente manter os nossos monumentos, não porque eles são maravilhas da arquitetura, mas eles representam uma história. A gente entende que o clube passa por uma situação difícil, que tem a questão institucional, mas tem a questão do patrimônio físico que é importante porque foi cenário de tantas histórias e encontros de tantas gerações”, ponderou.

O Candeeiro Aceso abriu o debate há alguns meses, sobre a necessidade de cuidar desse espaço como patrimônio da cidade, e iniciou uma petição pública que teve grande adesão. A petição foi entregue à prefeitura de Arapiraca, à Secretaria de Cultura e ao Ministério Público de Alagoas.

Fonte: Jornal de Arapiraca/ Lysanne Ferro

23/09/2021 05h05