
A eleição do Quinto Constitucional se aproxima. A lista de 23 nomes para ocupar a vaga de representação dos advogados no Tribunal de Justiça de Alagoas através da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Alagoas ( OAB/AL) aguarda homologação. Entre os 23, está a advogada de mais de 25 anos anos de carreira Cláudia Lany, a única mulher a estar à frente da OAB Arapiraca.
A pré-campanha tem sido construída coletivamente e trazido muitos frutos em torno do debate das demandas da categoria no Tribunal de Justiça de Alagoas. “De todo modo, independentemente de campanha, considero que vivenciamos uma excelente oportunidade para discutirmos a representatividade da advocacia alagoana no Tribunal de Justiça. Só é possível falarmos em advocacia alagoana porque nosso projeto não representa uma vontade individual, mas é a confluência de diversas forças, lideranças e demandas da advocacia do interior, da capital, de todo o estado de Alagoas. Por isso não há como falar em expectativa de compor o Quinto Constitucional sem antes nos abrirmos ao diálogo. Agora é hora de ouvir quem está diariamente no exercício da advocacia, sobretudo a advocacia de primeira instância, que é onde atuo majoritariamente. Meu amigo e ex-presidente da OAB Seccional Alagoas, Nivaldo Barbosa, costuma dizer que o advogado de interior, não faz advocacia, opera milagres. Concordo com Nivaldo, pois vejo esses milagres diariamente”, ressaltou.
A maior representatividade feminina nos principais espaços de decisão tem sido uma pauta importante para Cláudia, uma vez que dos 23 nomes inscritos, apenas quatro são de mulheres. “O TJAL possui apenas uma desembargadora em atividade, que já está próxima da aposentadoria. Possui uma das mais baixas taxas de representação feminina entre todos os tribunais do Brasil. Apenas essa informação já nos faz pensar bastante sobre a importância de estimular e fortalecer a presença feminina. É certo que a representação feminina nos espaços de poder não se restringe a participação no TJAL, entretanto esse é o debate que mais está próximo do cotidiano da advocacia alagoana, é uma frente que não podemos esquecer. É onde considero que posso, juntamente com nosso grupo, contribuir com uma opinião qualificada, sendo eu advogada com vinte e cinco anos de experiência, mulher, mãe… avó”, ressaltou.
Cláudia é uma dos nomes da lista que atuam no interior do estado, mais precisamente em Arapiraca. Sua atuação ao longo dos anos a levou a ser a primeira presidente da OAB AL Subseção Arapiraca e única a ocupar este cargo até então. Mesmo assim, Cláudia reforça que um desembargador tem atribuições e compromisso com todo o estado. “Esse processo não deve ser visto como uma competição entre capital e interior. Desembargadores compõem o TJAL, sua competência é estadual. Dito isto, sabemos que Arapiraca é a maior cidade do interior do estado, mais de mil advogadas e advogados estão inscritos na Subseção, a qual já presidi. É um universo relevante, que não pode estar excluído do debate”, esclareceu.
Além da advocacia, a arapiraquense leciona na Faculdade de Direito do Cesmac do Agreste. “Sou professora do Curso de Direito há mais de quinze anos, pude acompanhar algumas gerações de alunos que hoje advogam de modo destemido e competente – boa parte no interior, na advocacia de primeira instância. Observo que há uma distância muito grande entre essa advocacia e os tribunais. Considero que esse debate não deve ser esquecido quando trabalhamos com esse universo de advogados”, finalizou.
A consulta aos advogados alagoanos está prevista para ser realizada no dia 8 de julho, até lá, a OAB deverá promover sabatinas para que a categoria possa conhecer mais sobre os 23 candidatos. Na votação, cada advogado pode votar em até seis nomes para compor a lista sêxtupla, que será encaminhada para o Tribunal de Justiça. Os desembargadores terão a tarefa de reduzir a lista em três nomes para que o governador escolha o novo desembargador.
Fonte: Redação com Assessoria
