
POR REDAÇÃO
A unidade do Frango Favorito, localizada em Santa Luzia do Norte, foi interditada após uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego identificar falhas consideradas graves nas condições de segurança dos trabalhadores. A medida ocorreu após um vazamento de amônia registrado na fábrica na última terça-feira (11), que deixou funcionários passando mal.
A fiscalização foi realizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE/AL). Segundo o superintendente Cícero Filho, a decisão de interditar a unidade não foi motivada por uma única irregularidade, mas pelo conjunto de problemas encontrados durante a inspeção.
Entre as principais constatações está a ausência de medidas de segurança coletiva previstas na Norma Regulamentadora 36 (NR-36), voltada à proteção de trabalhadores do setor de abate e processamento de carnes. De acordo com o órgão, as condições identificadas representavam risco à vida dos funcionários.
O engenheiro de segurança do trabalho Cléber Santos explicou que a amônia utilizada nos sistemas de refrigeração representa um risco químico e exige medidas específicas de prevenção. Entre as exigências estão o monitoramento da concentração do gás, manutenção dos equipamentos, ventilação adequada, detectores de vazamento com alarme, equipamentos de proteção respiratória, treinamento das equipes e plano de emergência.
A sala de máquinas da unidade permanece temporariamente embargada, impedindo a realização das atividades de abate. Em nota, o Frango Favorito informou que está adotando as adequações determinadas pelo Ministério do Trabalho, por meio das equipes de Engenharia de Segurança do Trabalho e Engenharia Mecânica.
A empresa afirmou ainda que, após a conclusão das intervenções, será realizada uma nova avaliação pelo Ministério do Trabalho e Emprego para verificar as condições de segurança e decidir sobre a liberação da sala de máquinas e a retomada das atividades.
O Frango Favorito também informou que passou por fiscalização do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), que, segundo a empresa, não identificou irregularidades ambientais e manteve a unidade liberada sob o ponto de vista ambiental.
A empresa declarou que aguarda a conclusão das adequações e reforçou que a segurança dos funcionários e o cumprimento das determinações dos órgãos fiscalizadores são prioridades.
