Prefeitura garante capacitações, projetos integrados e acolhimento em sala de aula

Por Redação
Por: Erika Messias – Assessoria de Comunicação
A educação em Girau do Ponciano está em constante desenvolvimento, e a inclusão é um desses eixos com crescimento positivo. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), dentro dos trabalhos projetados pelos especialistas do Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (CMAEE), vem transformando o ensino público para os estudantes neurodivergentes da zona urbana e rural. O município vem construindo uma base docente importante, com capacitações de profissionais, cronograma de adaptações, além de ampliar o acesso aos benefícios das salas de recursos em todas as escolas.
Dentro dos projetos de aprimoramento profissional, a gestão, conforme a secretária da pasta, Quitéria Cezar, conta com o Motivadamente, ação que busca desenvolver métodos de ensino inclusivo, atuando no atendimento neuropediátrico e influenciando diretamente no entrosamento entre os estudantes e docentes de forma geral, além de promover momentos de saúde mental junto à categoria.
O município também investe em adequações e pesquisas, como planejamentos de educação infantil, formações para professores responsáveis pelas salas de recursos, aplicação de métodos fônicos – especialização complementar do “Descobrindo Sons, Construindo Leitores” –, roda de conversa sobre o transtorno do espectro autista, tudo isso englobando a comunidade de educadores, diretores e coordenadores da rede municipal.
A maior ênfase e cuidado com os estudantes neurodivergentes é realizada pelo CMAEE, criado há cinco anos após um mapeamento de necessidades inclusivas e com o objetivo de levar acolhimento estudantil e familiar. O Centro é equipado com especialistas em psicopedagogia e neuropedagogia. Girau é uma das boas referências na construção educativa para crianças e jovens autistas no quesito de extensão de atendimentos, pois garante, de forma simultânea, interações entre equipes da zona urbana e rural, com uma unidade do Centro no Povoado Maravilha.
O CMAEE conta com seis profissionais – quatro psicopedagogos e dois neuropedagogos – para auxiliar nos atendimentos. A equipe se divide e, ao longo da semana, faz relatórios detalhados sobre os estudantes que precisam de suporte, além de estar em contato direto com professores, pois o monitoramento em sala de aula ajuda na construção inclusiva e na identificação das necessidades de cada unidade escolar. Com os trabalhos em conjunto, Girau iniciou a implementação com 100 estudantes neurodivergentes e hoje, de forma positiva e com atuação direta, contabiliza cerca de 500.
“Nós buscamos entender as necessidades, ouvir professores, estar cientes das dificuldades e ter planos pedagógicos inclusivos. O trabalho é minucioso, acolhedor e necessário para apontarmos o aprendizado de forma geral aos nossos neurodivergentes, além de incentivar a participação dos familiares na adaptação e construção educativa desses alunos. As salas de recursos são as principais pontes de acesso para essa demanda de estudantes. É por meio delas que temos uma ampla noção dos cuidados adotados e de quais passos serão tomados após a identificação. Além disso, os pais e responsáveis também recebem atenção. No CMAEE, o município disponibiliza atendimentos com psicanalistas, mostrando para eles que a união entre escola e família pode garantir melhor inclusão”, explica a neuropedagoga Vanilda Bruno, uma das especialistas do setor em Girau do Ponciano.
Ainda conforme a Secretaria de Educação, o município dispõe de 350 auxiliares nas salas de aula que atuam todos os dias ao lado dos professores, uma demanda importante, mas que faz parte apenas do cotidiano daqueles que realmente necessitam do apoio secundário durante a interação escolar. Girau também dispõe de uma Sala Multissensorial, localizada no Complexo Municipal José de Messias Barros, que acolhe semanalmente, de maneira gratuita, crianças e adolescentes diagnosticados com TEA e TDAH, estimulando habilidades, a autorregulação emocional – diminuindo momentos de ansiedade e prevenindo crises – e proporcionando uma exploração segura dos sentidos, como visão, audição, tato, entre outros.
Além de obras e atendimentos especiais, Girau realiza diversas ações de inclusão social e cidadania, a exemplo do Setembro Verde – mês nacional dedicado à conscientização, ao respeito e à luta pelos direitos de pessoas com deficiência –, no qual o município desenvolve a Gincana da Inclusiva, a Corrida da Inclusão e foca essencialmente em temáticas na produção educacional diária.
“É necessário enfatizar que nossos profissionais fazem um trabalho que envolve etapas, que precisam de tempo, exigem estudos de caso, análises e um tempo de avaliação. Nem sempre será preciso que o estudante neurodivergente necessite de um cuidador, mas as salas de recursos são imprescindíveis para ajudar no cotidiano desses alunos e fazermos o melhor pela educação inclusiva. As obras e avanços nesse quesito refletem muito nas ações positivas da gestão de Bebeto Barros e Osvaldo Alexandre. Nossa cidade é referência educacional em muitas dimensões, além de estarmos abertos para o diálogo e o aprimoramento junto com pais e responsáveis, sabendo que só dessa maneira vamos desenvolver ótimas práticas inclusivas”, ressalta a secretária de Educação, Quitéria Cezar.
Zona rural é referência inclusiva
O Centro Municipal de Educação Infantil Santa Mônica, localizado no Povoado Jacioba, promove um ideal generoso, acolhedor e profissional no ambiente educativo das crianças autistas da região. Atuando diariamente com 17 estudantes neurodivergentes, a unidade é exemplo de inclusão e de trabalho sério perante os desafios escolares, além da busca por entender as dificuldades de cada aluno assistido pela equipe multidisciplinar.
E foi dentro dessa canalização de processos contínuos que o espaço infantil, por meio da Secretaria Municipal de Educação, participou de uma extensão de boas práticas com a Universidade Federal de Alagoas, um estudo envolvendo todas as ações realizadas na instituição rural como referência de trabalho inclusivo. A Santa Mônica conta com assistente social, especialistas em educação infantil, enfermeira e toda uma coordenação escolar empenhada na transformação educacional pública.
“Nossa sala de recursos é equipada para atender todas as nossas crianças, e isso faz jus ao trabalho conjunto. Cada ação é realizada através dos relatórios, do envolvimento profissional e da vontade de ver nossos alunos alcançando seus objetivos. Atualmente, estamos com quatro crianças atípicas diagnosticadas e mantemos os diários de bordo, a conversa com os pais e a interação motivacional. A nossa unidade participa ativamente da vida dos alunos e é motivo de orgulho saber que a comunhão da equipe faz a diferença na educação e no cotidiano dos neurodivergentes da unidade. Aqui, nós estamos em sintonia e fazemos os estudos de caso com responsabilidade e carinho”, declara a responsável pela sala de recursos da Santa Mônica, a pedagoga Mayara Marques.
