Operação da Polícia Civil prende dois homens suspeitos de armazenar material de abuso sexual infantil em Maceió

Investigação teve apoio da Polícia Federal; celulares, notebooks e iPad foram apreendidos e serão submetidos à perícia

Por Redação

Dois homens foram presos em flagrante nesta quarta-feira (2), em Maceió, durante uma operação da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) que investiga o armazenamento de material de abuso sexual infantil em dispositivos eletrônicos e serviços de armazenamento em nuvem. As ações ocorreram nos bairros Jatiúca e Santos Dumont.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a partir de informações de inteligência compartilhadas pela Polícia Federal (PF). Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes localizaram equipamentos eletrônicos que podem conter arquivos relacionados à investigação.

Foram apreendidos celulares, notebooks e um iPad. Em um dos endereços vistoriados, os investigadores identificaram uma conta de armazenamento em nuvem que, segundo a Polícia Civil, reunia grande quantidade de arquivos com conteúdo ilícito envolvendo crianças e adolescentes.

De acordo com a delegada Talita Aquino, os mandados cumpridos inicialmente eram de prisão preventiva. No entanto, durante as diligências, com acompanhamento da Polícia Científica, foram constatadas situações que caracterizaram flagrante, levando à prisão dos investigados também por esse crime.

Um dos homens já possui histórico criminal relacionado ao estupro de vulnerável, conforme informado pela Polícia Civil.

No bairro Santos Dumont, a investigação apontou que o material estava armazenado virtualmente. Os policiais localizaram apenas um celular no imóvel, mas identificaram uma conta em serviço de nuvem que, segundo a delegada Ana Alice Magalhães, continha grande quantidade de arquivos sob investigação.

Todo o material eletrônico apreendido será encaminhado para análise pericial. O objetivo é identificar a quantidade e a natureza dos arquivos, além de verificar se houve compartilhamento ou eventual comercialização do conteúdo.

Os dois suspeitos não ofereceram resistência durante a ação. Após serem presos, foram conduzidos à sede da DPCA e, posteriormente, apresentados para audiência de custódia.