
Por Redação / Foto: Divulgação
A forma como a Polícia Militar de Alagoas conduziu o caso de um tenente investigado por agredir a própria companheira, que também é policial, tem provocado insatisfação entre integrantes da corporação. Em vez de medidas mais duras, o oficial foi realocado e segue ocupando função considerada privilegiada.
Informações apuradas indicam que, mesmo sob investigação, o militar passou a atuar em Maceió em uma função com responsabilidades superiores ao seu posto. Nos bastidores, a decisão é vista como um possível favorecimento, principalmente diante da gravidade da denúncia.
Policiais ouvidos pela reportagem relatam que situações semelhantes costumam resultar em punições mais rigorosas, especialmente quando não há influência envolvida. A diferença de tratamento tem sido um dos principais pontos de crítica dentro da instituição.
O caso também passou a chamar a atenção de órgãos de fiscalização. O Ministério Público de Alagoas foi acionado para analisar a condução administrativa e verificar se houve irregularidades no processo.
Até o momento, a Polícia Militar não apresentou explicações públicas detalhadas sobre os critérios adotados na transferência. Enquanto isso, segue em andamento um procedimento interno para apurar os fatos.
